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A informação relativa ao combate transmittida pelo consul britannico emZanzibar ao marquez de Salisbury, que se encontrava ao tempo emHatfield, foi logo noticiada na imprensa londrina com o commentario deque lord Salisbury certamente não procederia com rapidez emquanto nãorecebesse pormenores do facto; que pediria primeiro explicações aLisboa, e, se o governo portuguez lh'as não desse, chamaria a Londres odiplomata sr. Petre. D'ahi a dias surgiu, com effeito, a primeirareclamação da Inglaterra sobre a expedição Serpa Pinto. O marquez deSalisbury dirigiu ao governo portuguez uma nota que foi entregue ao sr.Barros Gomes pelo sr. Glynn Petre, ministro britannico em Lisboa. Anota, diziam n'essa occasião os telegrammas de Londres, tinha a forma deuma representação sobre a acção de Portugal na Africa do Sul e Orientale pedia que o nosso governo repudiasse os actos do agente portuguez nodistricto da Zambezia. óculos de grau ray ban
O marquez de Salisbury, affirmavase, não usavade ameaças; a nota continha uma exposição de varios factos queasseverava terem occorrido e pedia a restauração do anterior statu quona região em litigio; o governo inglez não podia permittir que fossearriada a bandeira ingleza depois de arvorada por um representanteresponsavel. Outras informações diziam que a nota vinha redigida emtermos correctos, embora o gabinete de Londres registasse,impressionado, as noticias recebidas pelo bispo Smythies, ácêrca dehostilidades a estabelecimentos inglezes por parte do major Serpa Pinto,acontecimentos que, afinal, não constavam no nosso paiz. Serpa Pinto, naverdade, objectavase em Portugal, limitarase a desembaraçar o caminhoá expedição Ferraz perturbada pelos makololos e mais nada.Isto passavase em 18 de dezembro de 1889. A nota do marquez deSalisbury referindose exclusivamente ao supposto ataque da expediçãoportugueza contra os makololos, e não fazendo menção alguma dos outrosassumptos pendentes entre a Inglaterra e Portugal sobre as suasrespectivas espheras de influencia na Africa do Sul e Oriental e pedindoao sr. Barros Gomes uma resposta prompta, o mais rapida possivel, e, nocaso do ataque se confirmar, a chamada a Lisboa do major Serpa Pinto; oministro portuguez dos negocios estrangeiros replicou que as informaçõesaté á data recebidas não confirmavam as interpretações dadas pelogabinete inglez aos actos do major, que «repellira sómente o ataqued'uma tribu hostil na bagagem da qual encontrara tres bandeirasinglezas». O sr. óculos de sol ray ban Barros Gomes terminava por pedir uma demora afim depoder communicar com o major Serpa Pinto. Entretanto, «para estarpreparado para qualquer contingencia», o governo britannico decidiacollocar as suas forças navaes proximo de Portugal. Persuadido de que «areunião de barcos de guerra inglezes no Tejo augmentariaindefectivelmente a irritação dos portuguezes e entorpeceria a acção dogoverno lusitano nas suas negociações para o arranjo da questão relativaao paiz do Nyassa», os couraçados britannicos receberam ordem dereunirse em Gibraltar e de ahi se manterem «em expectativa dosacontecimentos futuros». Os navios destinados a essa empreza foramescolhidos entre os que formavam a esquadra do Mediterraneo. Oscouraçados Bendvor e Colossus, a 27 de dezembro, levantavam ferro deMalta com destino a Gibraltar. Em Malta tambem se encontravam asfragatas couraçadas Agammenon e Dreadnought; em Edimburgo egualmentese preparavam outros navios.Em Portugal, no emtanto, percebiamse os primeiros symptomas d'umareacção forte contra o regimen. clubmaster ray ban
A imprensa democratica clamavaaltisonante que se a Revolução ainda se não tinha feito não era porque«o terreno fosse safaro, ou porque as vozes republicanas nãoencontrassem echo, mas apenas por motivos de ordem secundaria», que nãocabiam ao momento discutir. «Comtudo estava provado que a realezaperdera o prestigio, que a dynastia de Bragança alienara todas assympathias, que as instituições tinham cahido no descredito e que, porconseguinte, o povo desejava vida nova». E perguntavase: «O que devemosá dynastia? Que principio superior anda ligado á existencia d'essaanachronica forma de governo? A Patria?... Oh! nós bem sabemos que,quando Portugal se quiz emancipar do jugo da monarchia hespanhola, quemmais conspirou contra a Patria foi o Bragança idiota, por quem osingenuos combatentes de 1640 andavam expondo a vida; sabemos como estafunesta dynastia tem, pouco a pouco, em presentes de noivado e comopremio de serviços contra a nação, entregado as nossas colonias aosinglezes; sabemos como, na hora do perigo para a nossa independencia,para a nossa honra nacional, o sr. D.


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